Um grupo de bandidos (famoso, devo acrescentar, por matar e pilhar qualquer um. QUALQUER UM.) espreita a estrada (por isso passar pela floresta), mas outro grupo, um mais mequetrefe, mais fraco, menos... interessante, espreita a floresta, em cima das árvores. Seria um pequeno incômodo para o homem que se esconde na esperança de uma viagem tranqüila. Mas é melhor que enfrentar o grupo grande. Muito melhor.
O grupo era formado por cinco ou seis rapazotes, novos demais, mas que desejavam liberdade, dinheiro e sangue. Sangue. Mal sabiam que o feitiço voltaria contra o feiticeiro (não em forma literal, que é muito comum.), mas de forma muito mais forte. Muito mais forte. Sangue seria desperdiçado numa tentativa inútil de acalmar hormônios, acalmar raivas, acalmar a vontade de matar, que, por menor que fosse era real. Essa vontade estava tendo um crescimento muito estranho no reino. Estranho demais.
Mais um grupo de bandidos a sumir pelas mãos daquele homem. Chapéu de abas largas com uma pena de enfeite. Bom para aquela época de calor. Roupas largas e frescas. Botas, como qualquer viajante que viaje a pé. E um bandolim, seu instrumento de trabalho. Sua arma. Seu ganha pão. Dele sempre saia uma musica bela, agitada e mortal. Mortal.
Serio demais para um bardo. Sem muito conhecimento arcano para um mago. Sem força para um guerreiro. Sem rapidez para um ladrão. Só um talento musical e uma arma mágica. Combinação mortal naquela região. Talvez somente um viajante, mas seu passado sujo de sangue provava, era um aventureiro. Solitário aventureiro, que por mais perigo que se postasse a sua frente jamais tivera ajuda. Nem humana, não-humana ou divina. Sempre sozinho. Sempre.
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Mal o homem pisa na clareira o ataque se inicia. Logo dois dos assaltantes pulam à frente do homem de chapéu, logo morrem. Um perde a cabeça, o outro tem o peito esmagado. Nada o homem fizera, apenas assoviou. Os bandoleiros assustados tentam um ataque de cerco, já no chão. Não funciona. O homem já havia começado a tocar sua canção. O som era magnífico, a mais bela canção que já fora ouvida. E a ultima para aqueles desafortunados jovens. Mais as armas invisíveis cortam, esmagam, perfuram, contundem. Matam. O ultimo dos jovens ainda está em cima da árvore. Vê uma guarda baixa, arma seu arco e atira. Não liga para os outros, mal os conhecia. A seta atinge o chapéu. O homem não fora atingido, mas seu chapéu estava com um grande rasgo, impossível usa-lo e não ser notado. Um incomodo rasgo no chapéu.
Um grito é ouvido por toda a floresta, com um estrondoso badalar de notas ao fundo. O cadáver do jovem nunca fora encontrado.
Um grito é ouvido por toda a floresta, com um estrondoso badalar de notas ao fundo. O cadáver do jovem nunca fora encontrado.
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_Bela porcaria_disse o homem, com sua voz doce, fria e extremamente séria_ Obrigado por destruir meu chapéu.
O homem olha o chapéu, com raiva. O rasgo no chapéu o incomodara. O inicio de uma canção de ninar e um chapéu é destruído. A cantiga para, e o homem retoma sua viagem.
Espera não ser mais incomodado, e não será até a chagada na próxima vila.
Sem o chapéu, que lhe cobria parte do rosto se pode ver um jovem rapaz, belo, lábios grossos, contrapondo-se a suas finas feições. Cabelos negros, bem cortados, mas despenteados. Sem um único fio de barba por todo o rosto. Não há como diferencia-lo de humanos. Exceto pelas orelhas, com uma estranha forma de folha. Pontuda.
O homem olha o chapéu, com raiva. O rasgo no chapéu o incomodara. O inicio de uma canção de ninar e um chapéu é destruído. A cantiga para, e o homem retoma sua viagem.
Espera não ser mais incomodado, e não será até a chagada na próxima vila.
Sem o chapéu, que lhe cobria parte do rosto se pode ver um jovem rapaz, belo, lábios grossos, contrapondo-se a suas finas feições. Cabelos negros, bem cortados, mas despenteados. Sem um único fio de barba por todo o rosto. Não há como diferencia-lo de humanos. Exceto pelas orelhas, com uma estranha forma de folha. Pontuda.
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Aquele era Johnny Fablle, um dos homens mais famosos em Ulef, sempre confundido com bardos. Mas bardos não eram mortais como ele é.
Ele era um Algoz da Música.
Ele era um Algoz da Música.
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Fablle viajava silencioso, sem alegria. Triste até. Tristeza. Tristeza era muito comum em sua vida. Sempre temendo ser descoberto. Ter suas orelhas visíveis. Seu disfarce, o chapéu de grandes abas que sempre havia escondido-as, agora destruído, pulverizado. Guardara apenas a pena vermelha.
Vermelha e com muitos pontos dourados era a pena. Devia ser de uma ave, mas Fablle não conhecia nenhuma desse tipo, nem nunca ouvira falar. A pena era uma lembrança de alguém, mas não sabia quem.
Mais cedo matara bandidos, bandoleiros. Desintegrara um, cortara, perfurara e esmagara muitos e agora se cansara. Desintegração pedia muito esforço, um cansaço sem igual. Magia Negra cansava muito.
Do cansaço das magias e da viagem veio o sono. Com o sono, vieram os sonhos. Sonhos turbulentos, pessoas como ele, com orelhas em forma de folha morriam aos montes. A cidade queimava, gritos de dor, sangue. Horrendo humanóides com largos narizes, caras achatadas, orelhas pontudas e pele amarelada atacavam os belos seres com quem Fablle se assemelhava.
Com as mortes uma palavra invadiu a mente de Fablle: elfo. E logo em seguida, fogo, sangue e a figura de um homem. Não um homem, um dos humanóides horrendos. Parecia ser o líder deles. O maior e mais forte entre eles. Gritava bravatas, enquanto seus iguais, seus comandados vibravam e gritavam seu nome: Thw---
Fablle acordara. Suando, gritando, tentando esquecer a chacina com a qual sonhara. Mas a palavra elfo nunca saira de sua mente. Nunca.
Não sabia o que elfo significava, nem o que era, mas nunca se deixou esquece-la.
Nem do sonho.
Vermelha e com muitos pontos dourados era a pena. Devia ser de uma ave, mas Fablle não conhecia nenhuma desse tipo, nem nunca ouvira falar. A pena era uma lembrança de alguém, mas não sabia quem.
Mais cedo matara bandidos, bandoleiros. Desintegrara um, cortara, perfurara e esmagara muitos e agora se cansara. Desintegração pedia muito esforço, um cansaço sem igual. Magia Negra cansava muito.
Do cansaço das magias e da viagem veio o sono. Com o sono, vieram os sonhos. Sonhos turbulentos, pessoas como ele, com orelhas em forma de folha morriam aos montes. A cidade queimava, gritos de dor, sangue. Horrendo humanóides com largos narizes, caras achatadas, orelhas pontudas e pele amarelada atacavam os belos seres com quem Fablle se assemelhava.
Com as mortes uma palavra invadiu a mente de Fablle: elfo. E logo em seguida, fogo, sangue e a figura de um homem. Não um homem, um dos humanóides horrendos. Parecia ser o líder deles. O maior e mais forte entre eles. Gritava bravatas, enquanto seus iguais, seus comandados vibravam e gritavam seu nome: Thw---
Fablle acordara. Suando, gritando, tentando esquecer a chacina com a qual sonhara. Mas a palavra elfo nunca saira de sua mente. Nunca.
Não sabia o que elfo significava, nem o que era, mas nunca se deixou esquece-la.
Nem do sonho.
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Primeiro!
ResponderExcluirLegal gostei =D Muito boa a Fic =D